21 de dez. de 2010

Mais uma etapa cumprida!


O semestre acabou deixando muitos conhecimentos novos. Apesar de pesada, esta disciplina foi muito válida, pois apresentou-se como um desafio em vários sentidos. Realizar uma produção intelectual semanal embasada mostrou-se complicado com o passar do tempo. Buscar sobre novos assuntos, ler vários artigos, conhecer diferenciados meios de comunicação foi motivador e intenso. E fazer uma cadeira EAD não foi novo, mas desta vez diferente, bem mais completo. Saio de Informações em Mídias Digitais com um mala cheia de aprendizados, novidades e histórias para contar. 

Fui bem avaliada pela professora e me auto avaliei bem pela dedicação, competência e responsabilidade como conduzi a realização das atividades propostas.

Porém, não farei novas postagens neste blog, logo se você quiser continuar me lendo (de forma não focada neste tipo de assunto), acesse: http://www.eusoquerotedizerque.blogspot.com

5 de dez. de 2010

Henry Jenkins fala sobre o seriado Lost como veículo próprio da Cultura da Convergência

(Retirei toda esta reportagem do site que consta nas referências)


Lost é a Cultura de Convergência


A edição de março da revista Superinteressante traz uma entrevista com o professor de Ciências Humanas e fundador do programa de Estudos de Mídia Comparada do MIT -Massachusetts Institute of Technology - Henry Jenkins sobre Cultura de Convergência.

Explicando as mudanças atuais na comunicação que estão já revolucinando o modo de produzir e acompanhar conteúdo em todo o mundo, o professor cita Lost como o melhor exemplo da tendência onde as histórias e informações são narradas por vários tipos de veículos em mídias diferentes, a Cultura de Convergência.
Segundo o professor, as mudanças apontam para um mundo onde as histórias passam por veículos como TV, cinema, internet, celular, videogame, etc. E o fluxo da narrativa é moldado tanto por decisões tomandas pelas companhias que produzem o conteúdo quanto pelos indivíduos que o recebem. Na prática, há uma espécie de fluxo como: "o que é produzido pela tv, será reeditado e distribuído pela internet, onde as pessoas vão falar sobre isso em fóruns, vão escrever elas próprias novas histórias em cima da trama. O conteúdo original é apenas o pontapé inicial para novas experiências. E isso não é necessariamente um dano, é na verdade um processo sem o qual a história pararia de ser difundida e morreria. Assim funciona a cultura participativa", explica. "Isto gera um envolvimento maior porque queremos nos aprofundar, descobrir curiosidades e desvendar mistérios quando nos interessamos pela trama", - completa. Uma alusão a um universo bem familiar ao fã de Lost, não...
Com o público não sendo mais apenas o receptor de informações, mas também um transmisor do conhecimento é preciso que os modelos de negócios, gestão e distribuição de comunicação sejam revistos. Taí as polêmicas envolvendo legenders, downloads, etc...É primordial que a indústria do entretenimento entenda que nada será como antes. É um caminho sem volta.
Henry situa Lost no centro deste movimento revolucionário: "A série, desde o começo, já previa a difusão da trama por várias plataformas. Não por coincidência, essa é considerada a série mais famosa da última década. Lost é livro, game, episódios para celular. Se você apenas assistir à série, você vai consumir pouco do que Lost realmente é".


Referência:

CULTURA DA CONVERGÊNCIA. Disponível em: http://defendaailha.blogspot.com/2009/03/lost-e-cultura-de-convergencia.html Acesso em: 5 Dez. 2010.

Necessidade de invenções

Henry Jenkins dá um exemplo na introdução do seu livro 'Cultura da Convergência'  sobre a compra de um celular. Ele foi à loja buscando por algo simples e não havia nada assim, por que ninguém mais quer consumir simplicidade. Isso também aconteceu comigo.

***

Há poucos anos, fui a uma loja de celulares e como sempre busquei pelo mais barato e mais simples, nestes termos o que encontrei tinha no mínimo rádio e a minha música preferida tocando perfeitamente igual a do CD no toque. Acabei levando este ainda com o tal do flip que me conquistou a primeira vista – a tecnologia encanta. A primeira noite em que conectei um fone de ouvido no meu novo celular e pude escutar as músicas da minha estação preferida sem ter que ligar o rádio, pensei  “cara, isso que é tecnologia” e dormi sorrindo. Quando assisti pela primeira vez um clipe musical no meu ex-mp4, vocês não podem imaginar a emoção. Lindo ver o vocalista do Coldplay cantando “A Hardest Part” naquela telinha.

Eu realmente não reajo normalmente diante de uma nova tecnologia  - tudo que é novo nesse área me emociona, mas de inicio me afasta - e demoro um tempão a deseja-la, visto que tudo que é novo é caro.

Fiz uma viajem e lá me furtaram o amado celular com toque perfeitinho, flip e radinho. Senti uma falta danada dele (e ainda sinto!), mas passados uns meses do trauma catei um novo mais simples que ainda tem que vir com o rádio, mas o toque é com aquelas músicas chatinhas. Neste podia-se escolher entre o rádio e a viva voz por R$ 90,00 ou com rádio e lanterna por R$ 100,00. Depois da oh, dúvida cruel...  Acabei pegando o que tinha lanterna, pensando “ah, vai que eu preciso, uma lanterna pode ser bem útil”.

***

MP3, GPS, Wi-Fi, Bluetooth Estéreo, Fone e Cabos de Dados, Cartão 2GB, Touchscreen, Interface 3D, Sistema Operacional Android 1.5, Viva Voz, Android 1.6, Capa Cinza, Tecnoponto Mobile Plus Remoto e Capa Traseira Colorida também podem ser muito úteis dependendo da ocasião. E desta suposta utilidade que se torna real é que continuam a surgir novas invenções.



Referências:

CELULARES. Disponível em: http://celularesdeoperadoras.pontofrio.com.br/?Filtro=C38_C328 Acesso em: 5 Dez. 2010.

CULTURA DA CONVERGÊNCIA. Disponível em: http://napse.com.br/blog/?tag=midia Acesso em 5 Dez. 2010.


Convergindo com as mídias

Respondendo a questão:

“[...] dentro desta gama de opções que as mídias oferecem, é possível convergir todos os elementos informacionais, distribuídos nessas diferentes mídias, para sistematizar a busca e a recuperação da informação de maneira cada vez mais ágil e mais eficiente?”


Sim. Se eu respondesse a essa questão de maneira diferente seria no mínimo paradoxal depois de tantas postagens em que defendi o uso das tecnologias para buscar, usar e recuperar as informações.

Acredito que estamos realmente num período de convergência intelectual em que todas as mídias convergem para a sistematização da busca e recuperação de informações  que com o auxilio dos profissionais da nossa área pode se tornar ágil e eficiente. Pelo que percebi a convergência das mídias depende fundamentalmente dos consumidores e as relações que estes estabelecem entre si. Se há demanda, há produção, há novidade. E toda produção a partir de então conta com a interação das pessoas com as pessoas, das mídias com as mídias e de umas com as outras.  E agilidade e eficiência são a alma do negócio.

Convém ao profissional da informação reciclar a imagem de depósito de informações inúteis e maltratadas e tirar a máscara da pessoa gorducha que usa óculos, sentada atrás do balcão para fazer parte deste processo. Acredito que este procedimento vem ocorrendo de maneira mais ágil nas bibliotecas e pouco a pouco nos arquivos.




Referência:

CULTURA DA CONVERGÊNCIA. Disponível em http://ehnegocios.blogspot.com/2009/02/cultura-da-convergencia-no-seculo-xxi.html Acesso em 5 Dez. 2010.


28 de nov. de 2010

Diferenças fundamentais entre as redes virtuais e as redes não virtuais segundo Alex F. T. Primo

Primo apud Kiesler, Siegel e McGuire, citados por Reid (1991), ao analisar a comunicação midiada por computador, concluíram que ela apresenta quatro diferenças fundamentais em comparação às formas convencionais de interação. São elas:

a) falta de feedback regulador: as pessoas se comportam de maneira mais espontânea, mesmo com estranhos, já que não existem limitações contextuais como aparência e status social;
b) apresentação anônima: permitindo a qualquer indivíduo apresentar-se como quiser e até fantasiar novas identidades, e formar fortes amizades mesmo sem conhecer o outro fisicamente;
c) fraqueza dramatúrgica: falta de informações não-verbais;
d) poucas pistas de status social: nos chats não se sabe quem é executivo ou estudante, jovem ou adulto, chefe ou empregado, a não ser que a pessoa informe.

Essas duas últimas características motivam a construção de um novo universo simbólico que permite a substituição de pistas não-verbais por convenções criadas e legitimadas nos grupos. (PRIMO,1997,p.8)


Referência:

PRIMO, Alex Fernando Teixeira. A emergência das comunidades virtuais. In: Intercom 1997 - XX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 1997, Santos. Anais… Santos, 1997. Disponível em: <http://www.pesquisando.atraves-da.net/comunidades_virtuais.pdf>.

Sobre as comunidades virtuais segundo COSTA,R.

“Desde seu início, elas sempre foram criticadas pela ausência de contato físico entre seus participantes. O que raramente se perguntou foi sobre o próprio conceito de comunidade em jogo. Cobrar das comunidades virtuais aquilo que se entendia romanticamente por “comunidade”, tal como Baumann (2003) o faz, seria simplesmente se impedir de ver o que vem acontecendo nos movimentos coletivos de nossa época. Como afirma Pierre Lévy (2002), as comunidades virtuais são uma nova forma de se fazer sociedade. Essa nova forma é rizomática, transitória, desprendida de tempo e espaço, baseada muito mais na cooperação e trocas objetivas do que na permanência de laços. E isso tudo só foi possível com o apoio das novas tecnologias de comunicação.” (COSTA,2005,p.246)


Referência:

COSTA, R. Por um novo conceito de comunidade: redes sociais, comunidades pessoais, inteligência coletiva. Interface - Comunic, Saúde, Educ, v.9, n.17, p.235-48, mar/ago 2005.


REDES SOCIAIS. Disponível em: http://miriamtorres.blog.terra.com.br/tag/redes-sociais-o-que-e/ Acesso em 28 Nov. 2010.

Construindo a teia

Formar redes através do contato social sempre foi uma atividade bem cotidiana do ser humano. A cada ação nos conectamos, interagimos e até modificamos a vida das pessoas. A Internet ampliou essas ações de forma extremamente significativa, daí a existência de tantas redes sociais virtuais, cada uma delas com grande quantidade de usuários.



Figura 1: Metáfora da conexão humana as tantas redes sociais existentes atualmente.

Segundo o site Administradores (2010), as redes sociais são atualmente sem sombra de dúvidas o maior instrumento de troca de informações existente no mundo, sua velocidade e sua praticidade possibilitam a interação instantânea entre usuários do mundo todo.  Essas redes virtuais assemelham-se em algumas características com as redes sociais não virtuais a começar pela base do conceito de “rede social” que é “conjunto de relações e intercâmbios entre indivíduos, grupos ou organizações que partilham interesses, que funcionam na sua maioria através de plataformas da internet”. (DICIONÁRIO PRIBERAM, 2010) Além disso, as redes em geral agrupam pessoas que tem interesses em comum – as comunidades virtuais - nas quais através dos comentários dos participantes pode-se produzir conhecimento, daí sua maior importância. Participantes de comunidades podem agir conforme profissionais da informação selecionando e produzindo conhecimentos e tudo isso por meio da Internet que é o canal atual que mais inclui informações diárias.

Também a troca entre profissionais da informação se vê facilitada pela diversidade de redes e comunidades facilmente acessíveis hoje em dia, visto que a troca de informações e rapidez no acesso a elas se tornou muito mais presente. Comunicar experiências profissionais e incrementar serviços nas unidades de informação baseados nas vivências de outras unidades e interagir com outros cientistas ficou muito mais fácil. Não é mais preciso fazer distantes visitas técnicas para aproximar-se de novos conhecimentos: tudo está ao alcance das mãos e sendo repassado entre milhares de pessoas que se comunicam com outras que falam com outras que conversam com outras e assim por diante.



Referências:

REDE. Disponível em: http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=rede Acesso em: 28 Nov. 2010.


______________. Disponível em: http://pplware.sapo.pt/informacao/estudo-quem-utiliza-as-redes-sociais/  Acesso em: 28 Nov. 2010.




A quem você está conectado?




FlashForward conta a história de um misterioso incidente que provoca um desmaio de dois minutos e dezassete segundos a toda a Humanidade. Durante esse lapso temporal todos têm visões estranhas sobre o futuro.

Baseada no “best-seller” de ficção científica do autor Robert J. Sawyer. 
Produção executiva: Bannon Braga e David S. Goyer.


Referências:

DADOS FLASHFORWARD. Disponível em: http://www.naruto-pt.com/T%C3%B3pico-S%C3%A9rie-Flashforward Acesso em 28 Nov. 2010.

FLASHFORWARD. Disponível em: http://tvseriesfinale.com/tv-show/flashforward-demonstrations-15967/ Acesso em 28 Nov. 2010.

19 de nov. de 2010

Descobrindo os Museus Virtuais

Amei a abertura do Museu Virtual do Iraque que já chama atenção pela música constante e pelo modo como o espectador é conduzido para dentro do museu. Depois que entrei numa das galerias virtuais parecia realmente que eu estava dentro dela, independente de qualquer distância. Esta é a ideia, segundo Oliveira apud Malraux(2007),  em que a virtualidade das peças do museu  possibilita ao turista, ao estudante e ao curioso conhecerem o museu à distância, sem ter que visitarem o museu real.

Adorei ver cada pedacinho do objeto exposto, observar as peças pareceu mais como estar dentro de um filme em que parecemos participantes além de observadores. Daí, é criado o fator máximo, segundo a minha opinião, de interação entre os museus/objetos e os usuários que conseguem se transportar para a realidade do museu sem sair da frente da tela do computador e mais, são incitados a sair do meio virtual para vislumbrar o meio ”real”. Acredito que esse tipo de museu não é de maneira nenhuma acomodador, mas sim estimulante. E por isso, não consigo ver desvantagens nele - esse tipo de versão do museu atrai as pessoas, pois existe entre nós a grande necessidade de sentir o objeto com todos os sentidos e não somente com a visão – ampliando a acepção do objeto de uma forma que somente o olhar não possibilita. Conforme Oliveira apud Lemos, a imediação do observador com o objeto virtual:


“[...]É criada através de uma ação global com múltiplos agentes, iniciada pelo usuário através deuma “manipulação direta” (“direct manipulation”) da informação [...] que pode ser definida em três critérios: uma representação contínua do objeto de interesse; ações físicas por intermédio de botões, e não por sintaxes complexas: e o impacto imediato na manipulação de “objetos-ícones” virtuais. Esses “objetos-ícones” são considerados virtuais, no sentido em que eles simulam objetos reais e se comportam como tais.”(Lemos, 1997, p.150)


O único lamento no caso do Museu Virtual do Iraque e, talvez, um lamento generalizado, foi não ter tradução nem em espanhol o que me deixou “boiando” na parte histórica teórica.  

Referências:

MUSEU VIRTUAL DO IRAQUE. Disponível em: http://www.virtualmuseumiraq.cnr.it/homeENG.htm . Acesso 19 Nov. 2010.

OLIVEIRA, José Cláudio. O museu digital: uma metáfora do concreto ao digital. In.: Comunicação e Sociedade. Vol. 12, 2007, p. 147-161. Documento em formato PDF.

14 de nov. de 2010

Bom e velho P&B X Adaptação visual


Cor, cor, cor, atenção, atenção, informação, informação, velocidade, pressa, informações na hora, agora, rápido, compre, ganhe, assine, imperativos e nada mais.

A primeira impressão que tive ao abrir uma das páginas dos jornais online é que a informação praticamente pula pra cima do leitor. Necessita ser vista, usada, repassada. Isso inicialmente me desconfortou, prefiro a informação pela qual se busca e não a qual implora para ser vista. Mas isto, também é uma questão de costume.

A quantidade de propagandas chamativas é grande, todas muito coloridas, algumas se movimentam, outras aparecem “do nada”. A maioria das propagandas chama mais a atenção do que as notícias.  ZH, Correio Braziliense e Uai tem menus multicoloridos dos dois lados o que me causa certa confusão. Folha e Estadão chamam mais a atenção pelas propagandas próximas ao menu do que por ele mesmo e Jornal do Brasil e O Globo tem os melhores menus, mas este último com muita informação no meio.

Tudo é “clicável” e uma página te remete a outra que te remete a outra que te remete a outra... Nesse tipo de jornal tudo é muito. Poluição visual atualizada minuto a minuto. A quantidade de arquivos é grande e isso é ponto positivo.

Espaço multimídia, várias seções especiais, as quais num jornal impresso teriam que vir num caderno aparte. Os jornais falam das notícias da cidade onde são publicados, tem páginas no twitter, blogs de colunistas e usuários, sites de colunistas, alguns jornais pertencem a provedores.Mas, a principio tenho vontade de sair dali e encontrar com o bom e velho  P&B.

Este tipo de jornal me parece que procura interagir de todas as maneiras com o leitor. Existe interação por vídeo, por causa do acesso rápido, pela existência de todo tipo de conteúdo arquivado ou não, pelas páginas que te levam a outros diversos e infinitos conteúdos, acessos múltiplos  e diferentes, facilidade no uso, disponibilidade total a qualquer hora do dia, atualização frequente, enfim.

Para um serviço de referência de uma unidade informacional essa interação e a atualidade são ótimos,  os jornais e seus conteúdos podem ser acessados pelos computadores disponíveis nas bibliotecas, colocados em listas de sites interessantes ou em páginas de abertura. Os profissionais podem inteirar-se das informações mais importantes da região ou país e passa-las de forma criativa para os usuários.

Catei uma reportagem no jornal O Globo que fala sobre  a destruição da terra dos índios xavantes, no Mato Grosso, por causa da contaminação da cadeia produtiva da carne e da soja no país. Notícia a qual não me chamaria a atenção se não fosse apresentada assim: com um vídeo rápido e musicado, alguns textos curtos e fotos. 

Link de acesso para a reportagem:  http://oglobo.globo.com/economia/carnesuja/

Referência:

O GLOBO. Disponível em: http://oglobo.globo.com/economia/carnesuja/ Acesso em: 14 Nov. 2010.

8 de nov. de 2010

Facilidades dos jornais digitais


As facilidades no uso de jornais digitais são os mesmo motivos pelos quais o profissional da informação se vê auxiliado por eles: porque são rápidos, versáteis, dinâmicos, interativos, seguros e contém o mesmo grau de informação dos impressos.

Imagem retirada do site do jornal eletrônico El Clarín na qual constam todas as principais notícias da data de hoje na Argentina.

Os cientistas da informação podem ter acesso não só as informações de questões que os rodeiam e mesmo de seu país como também do mundo através dos jornais digitais com apenas alguns cliques. Esse tipo de informação que chega tão rápida e é facilmente assimilada é fácil de ser propagada, serve para a maioria dos usuários.

Nesta notícia:
Está escrito quem foi Massera, o que fez durante a ditadura e como foi para o hospital. Um vida sintetizada por palavras de longo alcance e fácil acesso. Não há meios melhores de propagar e acessar informações mundiais já selecionadas e de fontes seguras. Esta é a melhor fonte para o profissional que precisa estar munido para saber de tudo diariamente.


Referências:
EL CLARÍN. Disponível em: http://www.clarin.com/ . Acesso: 08 Nov. 2010.

13 de out. de 2010

Jornalismo ON


O jornalismo online é sem dúvida o meio mais rápido e fácil de atualização diária. Disponível 24 horas por dia na internet, este tipo de jornalismo modificou o jornal tradicional e tende a extingui-lo em breve, devido as pressões das correntes ecológicas ,da alta velocidade de transmissão e acesso às informações e das novas tecnologias. Através do seu computador e mesmo do seu celular, é possível obter as últimas notícias do mundo inteiro, acompanhar as notícias minuto-a-minuto de um determinado evento, buscar notícias relacionadas e ser redirecionado para outras fontes de informações. São tantas as características e o custo mínimo de acesso que tornam os jornais online muito mais atraentes para os leitores/usuários.

De acordo com uma pesquisa feita pelo Guia do Webjornalista  com seus usuários, o que mais caracteriza o webjornalismo é a instantaneidade (41%), a  interatividade (28%) e o fato das notícias ficarem arquivadas para pesquisa (19%).

Nesta transição, alguns jornais aderiram e aderem a uma simples mudança de suporte. Outros utilizam os ilimitados recursos da internet para ampliar o modo de explorar, de disponibilizar e de caracterizar os assuntos, as reportagens e os acessos externos, expandindo um texto pronto e fechado a uma nova linguagem mais interativa e versátil.

Porém, todo este mundo de conexões ainda é confuso e pouco acessível para muitas pessoas. A confusão se dá pela imensa e intensa troca, produção e reprodução de informações diárias sem nenhuma garantia de veracidade. O profissional da informação é o seletor que tem capacidade, através de formação adequada, de separar as informações online em categorias de interesse ou por assunto, de frequência de uso, se passível de guarda permanente ou eliminação dentro do seu foco de trabalho, depositando cada volume de informação na sua estante correta. Outra característica deste tipo de profissional é disponibilizar o acesso à informação, levando aos desinformados o que já chegou aos informados. Se muitas informações estão na rede e poucos estão conectados a ela, deve o cientista da informação ser o intermediário entre conhecimento e conhecedor.


Referências:
JORNALISMO NA WEB. Disponível em: http://www.jornalistasdaweb.com.br/index.php?pag=displayConteudo&idConteudo=229 Acesso 11 Out 2010
____________________.Disponível em: http://www.facom.ufba.br/jol/pdf/2001_mielniczuk_caracteristicasimplicacoes.pdf
Acesso 11 Out 2010.

Repositórios de Vídeos

O que são Repositórios de Vídeos?
Eles são sistemas criados especificamente para armazenar, capturar, editar e organizar vídeos. Estes sistemas permitem aos usuários acesso a um tipo de mídia diferenciado que constitui uma excelente fonte de pesquisa. Os sistemas podem ser específicos ou generalistas, assim agrupando os vídeos de acordo com seus objetivos. Há diversas empresas que oferecem estes serviços, o mais famoso é o Youtube.

Youtube Edu
O YouTube Edu é uma categoria dentro do canal YouTube que filtra os vídeos classificados em “Educação”. São vídeos criados por usuários e, principalmente por Universidades, especialmente dos EUA, como forma de aproximação aos seus alunos.

“No YouTube, os usuários têm controle sobre o ritmo da apresentação,podendo parar, retroceder e avançar o vídeo. Um recurso interessante é o deep linking: você pode determinar o ponto do vídeo que deseja que as pessoas acessem. Além disso, no Youtube é possível construir ambientes pessoais de aprendizagem com favoritos, listas de reprodução, inscrições, amigos etc. Nesse sentido, pode-se pensar em dois tipos de interação distintos: uma interação básica, já que o usuário pode parar e voltar o vídeo quando quiser, e uma interatividade mais ampla, que pode ser construída por playlists (listas de reprodução) e links que permitem que o usuário pule de um vídeo para outro, além do recurso de comentários disponível no YouTube. Dessa maneira, o usuário do YouTube pode facilmente construir seu ambiente pessoal de aprendizagem.”(YOUTUBE EDU,2010)

Os vídeos tratam dos mais diversos assuntos.  O vídeo a seguir mostra estudantes, professores e funcionários realizando uma dança de Bollywood no lançamento do Mês da Diversidade da Consciência na Universidade do Estado de Oregon.


O próximo vídeo trás o Primeiro Ministro da Etiópia falando sobre “O envolvimento global e seus impactos na África” no Fórum da Liderança Mundial da Universidade Columbia.




Estes são apenas dois vídeos que podem se encontrados no YouTube Edu.  Além de permitir um encontro extra entre os alunos e a universidade (e também alunos, professores e funcionários) a ferramenta dá visibilidade às universidades, mostrando a todos os usuários do YouTube Edu os projetos que elas vem desenvolvendo.

Referências:

YOUTUBE EDU. Disponível em: www.youtube.com/edu Acesso 13 Out. 2010.
______________. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=xRDQLWmVSiE  Acesso 13 Out. 2010.
______________. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=vWoEPK9njWY Acesso 13 Out. 2010.

28 de set. de 2010

Para quem ficou curioso quanto a música do vídeo anterior:




Referência:
Folkedominho. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=tCickma3_Jc&feature=player_embedded  Acesso 28 Set 2010.

Vídeos autoexplicativos não se perdem no tempo

   Fui na Internet, coloquei a palavra “antepassados” no campo de busca  e encontrei dois vídeos interessantes  para continuar comentando o assunto da semana ( Vídeos como fonte de informação).




Escrito no site, abaixo do vídeo: O [Folkedominho] é um projecto de um grupo de amigos para a salvaguardia e a difusão do folclore, usos e costumes da região minhota - norte de Portugal.

   Este vídeo me pareceu bem interessante por ter ambas as caraterísticas importantes nos vídeos como fonte de informação , divulgação rápida através da busca de uma palavra-chave e fácil assimilação do conteúdo que, contudo, aparece incompleto. Pois  para que este vídeo fosse repassado informacionalmente  por inteiro para usuários em geral e para as próximas gerações e fizesse uma homenagem coerente aos antepassados, deveria ter a música original que dá razão a dança.




   Este segundo vídeo me chamou a atenção especialmente por que eu desconheço todas as pessoas que aparecem nas fotos. ”Isto é óbvio, não é a sua família” – você pensaria. Ok, não é a minha família, mas os binetos das pessoas que aparecem nas fotos conseguiriam identificar seus parentes sem que houvesse nenhuma legenda e nenhum outro membro da família ao seu lado que conhecesse a todos os rostos que aparecem no vídeo? Acho que não. Neste vídeo a informação está incompleta mesmo ao público a que se destina. Um vídeo como esse sem legenda é o mesmo que uma foto sem legenda, dali a alguns anos não vai significar mais nada para quem não esteve presente no momento de sua concepção ou não conheceu os envolvidos na criação.

   Logo, criar um vídeo, é razoavelmente fácil dependendo da técnica a qual se utiliza. Espalhar sua informação e torná-lo conhecido é questão de tempo.  Compreender seu conteúdo se este for de simples absorção é praticamente imediato. Porém tornar sua informação o mais completa possível para o público-alvo e para público em geral é mais díficil, requer atenção, competência e, principlamente,  pensamento voltado para o tempo – o que passou e o que virá.



Referências:
ANTEPASSADOS. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=dLwM-ukjYZo&feature=fvst Acesso 28 Set 2010.

_____________. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=eLaqOT1aosM Acesso 28 Set 2010.

Vídeos como fonte de informação

   Atualmente tendo conexão à Internet, curiosidade e algum auxílio pode-se acessar todo e qualquer tipo de conhecimento. Um tipo de mídia muito comum é o vídeo – que saltou dos seus meios mais usuais como a televisão e o cinema e “caiu na rede”, tornando-se ainda mais popular. Um dos maiores repositórios de vídeos do momento, o YouTube (2010) afirma que  cada vez mais pessoas estão capturando momentos especiais em vídeo e criando a televisão do futuro através do canal. Isto ocorre também porque a propagação dos vídeos é rápida e a assimilação do conteúdo é simples e/ou dinâmica.

   A divulgação mais veloz do que em outros meios como o escrito  e  a fácil captação das informações contidas em vídeos  são as principais características que transformam o vídeo em parte atual e importante na construção do conhecimento e importante instrumento como fonte informacional. Diversas bandas de música, humoristas, filmes, entre outros ficaram conhecidos nacional e internacionalmente por criarem um vídeo e disponibilizarem na rede.

Referência:
YOUTUBE. Disponível em: http://www.youtube.com/. Acesso: 28 Set 2010.

17 de set. de 2010

Continuando com a Lei 9.610 de Direitos Autorais

    Há mais dois capítulos da lei bem interessantes quanto ao tema em abordagem nesta semana, devido ao fato de que Bancos de Imagens do mundo devem respeitar suas leis autorais – um que trata sobre a Utilização da Obra Fotográfica e outro sobre a Utilização da Obra Audiovisual:

Capítulo IV
Da Utilização da Obra Fotográfica
        Art. 79. O autor de obra fotográfica tem direito a reproduzi-la e colocá-la à venda, observadas as restrições à exposição, reprodução e venda de retratos, e sem prejuízo dos direitos de autor sobre a obra fotografada, se de artes plásticas protegidas.
        § 1º A fotografia, quando utilizada por terceiros, indicará de forma legível o nome do seu autor.
        § 2º É vedada a reprodução de obra fotográfica que não esteja em absoluta consonância com o original, salvo prévia autorização do autor.


Capítulo VI
Da Utilização da Obra Audiovisual
        Art. 81. A autorização do autor e do intérprete de obra literária, artística ou científica para produção audiovisual implica, salvo disposição em contrário, consentimento para sua utilização econômica.
        § 1º A exclusividade da autorização depende de cláusula expressa e cessa dez anos após a celebração do contrato.
        § 2º Em cada cópia da obra audiovisual, mencionará o produtor:
        I - o título da obra audiovisual;
        II - os nomes ou pseudônimos do diretor e dos demais co-autores;
        III - o título da obra adaptada e seu autor, se for o caso;
        IV - os artistas intérpretes;
        V - o ano de publicação;
        VI - o seu nome ou marca que o identifique.
        VII - o nome dos dubladores. (Incluído pela Lei nº 12.091, de 2009)
        Art. 82. O contrato de produção audiovisual deve estabelecer:
        I - a remuneração devida pelo produtor aos co-autores da obra e aos artistas intérpretes e executantes, bem como o tempo, lugar e forma de pagamento;
        II - o prazo de conclusão da obra;
        III - a responsabilidade do produtor para com os co-autores, artistas intérpretes ou executantes, no caso de co-produção.
        Art. 83. O participante da produção da obra audiovisual que interromper, temporária ou definitivamente, sua atuação, não poderá opor-se a que esta seja utilizada na obra nem a que terceiro o substitua, resguardados os direitos que adquiriu quanto à parte já executada.
        Art. 84. Caso a remuneração dos co-autores da obra audiovisual dependa dos rendimentos de sua utilização econômica, o produtor lhes prestará contas semestralmente, se outro prazo não houver sido pactuado.
        Art. 85. Não havendo disposição em contrário, poderão os co-autores da obra audiovisual utilizar-se, em gênero diverso, da parte que constitua sua contribuição pessoal.
        Parágrafo único. Se o produtor não concluir a obra audiovisual no prazo ajustado ou não iniciar sua exploração dentro de dois anos, a contar de sua conclusão, a utilização a que se refere este artigo será livre.
        Art. 86. Os direitos autorais de execução musical relativos a obras musicais, lítero-musicais e fonogramas incluídos em obras audiovisuais serão devidos aos seus titulares pelos responsáveis dos locais ou estabelecimentos a que alude o § 3o do art. 68 desta Lei, que as exibirem, ou pelas emissoras de televisão que as transmitirem.

Quer ver a lei brasileira na íntegra?
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9610.htm


Referência:
LEI 9.610. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9610.htm Acesso: 17 Set 2010.

Lei dos Direitos Autorais

   Sempre ouço falar de pessoas mais entendidas do que eu em legislação que as leis brasileiras são muito boas em caráter teórico, mas fracas na sua aplicabilidade.

   A lei sobre Direitos Autorais no Brasil é extensa, em 115 artigos com diversos títulos e capítulos discorre sobre alterações, atualizações e consolidações da legislação sobre direitos autorais e dá outras providências. A quantidade de questões que se deve levar em conta ao produzir conhecimento sob algum suporte é grande neste quesito. A lei é tão rigorosa que me pareceu difícil produzir novos conhecimentos em outros suportes que não o papel e em outros formatos que não o de trabalhos acadêmicos. Portanto, disponibilizarei aqui no blog o capítulo que trata sobre as Limitações aos Direitos Autorais, ou seja, aquilo que não constitui uma ofensa aos Direitos Autorais.


Capítulo IV
Das Limitações aos Direitos Autorais

        Art. 46. Não constitui ofensa aos direitos autorais:
        I - a reprodução:
        a) na imprensa diária ou periódica, de notícia ou de artigo informativo, publicado em diários ou periódicos, com a menção do nome do autor, se assinados, e da publicação de onde foram transcritos;
        b) em diários ou periódicos, de discursos pronunciados em reuniões públicas de qualquer natureza;
        c) de retratos, ou de outra forma de representação da imagem, feitos sob encomenda, quando realizada pelo proprietário do objeto encomendado, não havendo a oposição da pessoa neles representada ou de seus herdeiros;
        d) de obras literárias, artísticas ou científicas, para uso exclusivo de deficientes visuais, sempre que a reprodução, sem fins comerciais, seja feita mediante o sistema Braille ou outro procedimento em qualquer suporte para esses destinatários;
        II - a reprodução, em um só exemplar de pequenos trechos, para uso privado do copista, desde que feita por este, sem intuito de lucro;
        III - a citação em livros, jornais, revistas ou qualquer outro meio de comunicação, de passagens de qualquer obra, para fins de estudo, crítica ou polêmica, na medida justificada para o fim a atingir, indicando-se o nome do autor e a origem da obra;
        IV - o apanhado de lições em estabelecimentos de ensino por aqueles a quem elas se dirigem, vedada sua publicação, integral ou parcial, sem autorização prévia e expressa de quem as ministrou;
        V - a utilização de obras literárias, artísticas ou científicas, fonogramas e transmissão de rádio e televisão em estabelecimentos comerciais, exclusivamente para demonstração à clientela, desde que esses estabelecimentos comercializem os suportes ou equipamentos que permitam a sua utilização;
        VI - a representação teatral e a execução musical, quando realizadas no recesso familiar ou, para fins exclusivamente didáticos, nos estabelecimentos de ensino, não havendo em qualquer caso intuito de lucro;
        VII - a utilização de obras literárias, artísticas ou científicas para produzir prova judiciária ou administrativa;
        VIII - a reprodução, em quaisquer obras, de pequenos trechos de obras preexistentes, de qualquer natureza, ou de obra integral, quando de artes plásticas, sempre que a reprodução em si não seja o objetivo principal da obra nova e que não prejudique a exploração normal da obra reproduzida nem cause um prejuízo injustificado aos legítimos interesses dos autores.
        Art. 47. São livres as paráfrases e paródias que não forem verdadeiras reproduções da obra originária nem lhe implicarem descrédito.
        Art. 48. As obras situadas permanentemente em logradouros públicos podem ser representadas livremente, por meio de pinturas, desenhos, fotografias e procedimentos audiovisuais.


   Este me pareceu o capítulo mais interessante, pois, praticamente tudo pode vir a ser uma violação dos Direitos de Autor, logo, é mais fácil guiarmo-nos por este capítulo enquanto estivermos produzindo nossas criações.


Quer ver a lei brasileira na íntegra?
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9610.htm


Referência:
LEI 9.610. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9610.htm Acesso: 17 Set 2010.

Trilogia Qatsi

Algumas cenas para dar um gostinho...
Nenhuma palavra e tudo está dito.

Koyaanisqatsi: Uma vida fora de equilíbrio


Powaqqatsi: Vida em Transformação


Naqoyqatsi: A Guerra Como Forma de Vida



Referências:
TRILOGIA QATSI.Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=ug9tnsbuyng You Tube. Acesso 14 Setembro 2010.
______________.Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=KApGIJnyh3o&p=C63651316DA4CF58&playnext=1&index=3 You Tube. Acesso 14 Setembro 2010.
______________.Disponível em:http://www.youtube.com/watch?v=MVqfmBchrik You Tube. Acesso 14 Setembro 2010.

A imagem que fala por si no cinema

    A imagem, desde seu surgimento até a sua solidificação como arquivo da história, memória de uma comunidade, fonte de informação; entretenimento, caracterização política e social, etc. passou por diversos níveis de relevância e creio que foi através da fotografia e do cinema que esta obteve maior difusão.
    Catelli diz que Fernando de Azevedo – um dos defensores da utilização do cinema na educação brasileira - considerava que o cinema, assim como o rádio, eram novos meios que serviam à “educação popular pelo seu extraordinário poder de sugestão”. (CATELLI, ano?) Além disso, este é um canal que é procurado e que consegue chegar nas pessoas em geral. Contudo, muitas vezes, no cinema a imagem como fonte de informação em si mesma perdeu o sentido ao ser envolvida por uma série de artifícios que auxiliam e, frequentemente, sustentam as composições cinematográficas. Artifícios esses que tornam a composição completa, mas desvalorizam a imagem como umas das únicas fontes de informação como ocorria no início das criações de cinema.


“Os planos, o movimento da câmara, a duração das tomadas, os cortes, as fusões, os “flashback”, as tomadas subjetivas, os sons, as falas... constituem uma linguagem que configura a experiência virtual e que estimula a apreensão imediata do sentido, com sacrifício da apreensão completa do sentido, que inclui o modo de dizer, a identificação da fonte e os muitos significados de cada imagem ou sequência.”(ANDRADE,ano?,p.5)

    Filmes que se contrapõe ao aspecto dominante atualmente no cinema pertencem a Trilogia Qatsi, entre outros atributos desta trilogia, ela é composta apenas por som e imagem, onde um se completa no outro e a compreensão do sentido completo a que se refere Arnon A. M. de Andrade acontece. Nesta composição, o telespectador realmente parece penetrar no mundo que o diretor Godfrey Reggio e o músico Philip Glass apresentam. Acredito que o poder deste filme está no fato de não utilizar-se de outros recursos para explicar as imagens, elas são autoexplicativas, ao mesmo tempo em que deixam margens para interpretações. Neste ponto, está o poder da imagem como fonte de informação - ela comunica sem precisar de longos textos, forma redes ao assemelhar-se com outras, permanece por mais tempo na memória, caracteriza-se pelo que é e por quem a observa, possui força ao comunicar de forma simples.

Referências:
ANDRADE, Arnon Alberto Mascarenhas de. Fragmentação e integração dos meios. Disponível em: http://www.educ.ufrn.br/combase/dearnon.htm   Acesso 14 Set 2010.
CATELLI, Rosana Elisa. O Instituto Nacional de Cinema Educativo: o cinema como meio de comunicação e  educação. Disponível em: http://www2.eptic.com.br/sgw/data/bib/artigos/b2d62f74fa61d243a02f4e4f8a3ce8c2.pdf Acesso 14 Set 2010.

HAUENSTEIN, Deisi; FAZETTO, Denise. Monografias, Dissertações e Teses. Porto Alegre: Nova Prova, 2008.

A imagem: do desenho como fixador de ideias ao cinema como dinamizador dos pensamentos

    O homem sentia o mundo com o corpo, utiliza-se dos sentidos para captar as informações naturais que o rodeavam. Com a existência da fala, começou a comunicar oralmente aquilo que outrora mantinha para si. Captando tantos estímulos do mundo e compartilhando-os com outros homens, já não tinha mais espaço no corpo para guardar os pensamentos, para conservar alguns teria que eliminar permanentemente outros, portanto teve a grande necessidade de registrar as memórias mais antigas para que novas pudessem surgir.
    A primeira forma de registro foi o desenho (gujo exemplo pode ser a imagem ao lado), com o desenho tempo e espaço, semelhanças e diferenças (ANDRADE, ano?) entre as observações e comunicações puderam ser fixadas. Segundo Andrade (ano?) no desenho, podia se conservar o que era fundamental para lembrar em algo que já conhecíamos. Sua autonomia se dava pela impossibilidade da fala oferecer, simultaneamente, tantas informações. Com o surgimento da escrita e sua prática cada vez mais constante, as imagens apareceram frequentemente nos livros. Porém, ao longo da história sempre houve uma série de preconceitos que levavam a crença de que tudo que não fosse oralmente transmitido, não teria grande valor e nem repercutiria na história.
A revalorização da imagem, do desenho como forma de expressão e/ou complementação de outras informações ocorreu quando, na revolução da escrita, Gutemberg facilitou a reprodutibilidade de textos em formato de papel, ampliando também a reprodução de imagens que sempre andaram lado a lado com a escrita. O homem, além de sentir, comunicar e registrar já podia difundir aquilo que pensava. Com a imprensa, a imagem em maior destaque tornou-se a fotografia, cuja história inicia com Niépce e Daguerre tentando obter a primeira fotografia com durabilidade de longo prazo e não termina em grandes fotógrafos como Cartier-Bresson (autor da famosa imagem ao lado) e James Nachtwey. “A posição da câmara, a composição do plano, o uso simbólico do foco e da luz.... deram à foto uma nova dimensão que será, pouco mais tarde, incorporada ao cinema.”(ANDRADE, ano?, p.4)
O cinema proporcionou um uso muito mais dinâmico à imagem, visto que mesmo fixando-a a uma suporte ela não precisava ficar estática  contemplando realmente o momento em que ela se formava. O homem já podia ver a si mesmo realizando suas criações.
CONTINUA...

Referências:
ANDRADE, Arnon Alberto Mascarenhas de. Fragmentação e integração dos meios. Disponível em: http://www.educ.ufrn.br/combase/dearnon.htm   Acesso 14 Set 2010.
HAUENSTEIN, Deisi; FAZETTO, Denise. Monografias, Dissertaçãoes e Teses.Porto Alegre: Nova Prova, 2008.